O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 07/10/2019
Um dos maiores desafios ambientais atualmente é numeroso, barato e duradouro: o plástico. Criado a partir de uma necessidade de baratear a produção de materiais feitos de marfim, o plástico - feito a partir do petróleo - fez um grande sucesso desde então. Os custos de produção diminuíram e seu uso se proliferou ao redor do mundo.
A partir da metade do século XIX, o plástico se tornou a matéria prima mais utilizada em inúmeros produtos. Segundo uma matéria de desenvolvimento sustentável da ONU, numa escala mundial são produzidos 300 milhões de toneladas de lixo plástico a cada ano. O problema é que apenas 14% deles é coletados para reciclagem e, se não bastasse, 9% do lixo plástico gerado é reciclado efetivamente e participa da economia circular.
O Brasil não ficou atrás nessa produção, produzindo 6,4 toneladas de lixo em 2017, como dito pela doutora em Geografia Humana, Luciana Ziglio. Essa mega produção aliada ao consumo exacerbado de produtos descartáveis, gera um impacto negativo no meio ambiente. Ainda mais num país onde a reciclagem deixa a desejar: 3 a cada 4 brasileiros não separam os materiais recicláveis. Isso gera uma sobrecarga de aterros sanitários e a criação de mais lixões, contaminando o solo e lençóis freáticos onde se situarem.
Contudo, é necessária uma mudança de hábito dos brasileiros e inclusão da economia circular no mercado atual. Faz-se precisa uma atuação do Ministério do Meio Ambiente na criação e divulgação de novos hábitos de preservação e reciclagem para que os cidadãos tenham ciência do quanto suas atitudes impactam no ambiente onde vivem.