O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 22/08/2019

A partir do século XVIII, com a Revolução Industrial, significativas mudanças ocorreram mundialmente, seja em quesito político, social, ambiental ou econômico, dentre elas cita-se o extremo consumismo que veio a tona nesse período e se faz evidente até os dias atuais. Consequentemente, o consumo de materiais de forma descontrolada acaba por gerar grande volume de lixo, no qual, de forma preocupante, no Brasil tais resíduos não possuem o devido direcionamento.

Em primeiro plano, segundo dados do IBGE, 48% dos RSU´s (Resíduos Sólidos Urbanos) do Brasil, são materiais inorgânicos, de difícil decomposição, à vista disso o descarte inadequado de materiais, em locais  inapropriados e a recusa a reciclagem, cooperam para que tais substâncias cheguem à natureza, principalmente ao meio áqueo, de forma a ameaçar a vida de inúmeros seres vivos, que cotidianamente são vítimas de mortes por asfixia, engasgamentos e até intoxicação.

Ademais, é indispensável afirmar sob os riscos a que a atual e futuras gerações estão submetidos, por conta das próprias ações antrópicas. O papel jogado na estrada,  os aparelhos eletrônicos descartados a todo modo, a opção por automóveis motorizados que emitem grande parte de todo gás exacerbado na atmosfera, são exemplos de atitudes comuns que parecem inofensivas aos olhos de quem pratica, mas que geram consequências irreversíveis ao meio ambiente.

Portanto, a respeito da problemática em questão, é mister que o Estado interfira. Para conscientização da população, urge que o Ministério da Fazenda crie, por meio de verbas governamentais, campanhas públicas e midiáticas que detalhem a suma importância do descarte correto dos resíduos, a transcendência da reciclagem e da separação adequada dos conteúdos inorgânicos, de forma a também advertir sob os malefícios causados por atitudes contrárias a essas. Tais medidas, instigariam a sobressalência das boas heranças da Revolução Industrial e garantia de um futuro promissor.