O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 22/08/2019

Isaac Newton, cientista motivador do maior impacto na história da ciência, ilustra que toda ação gera uma reação de mesma intensidade. Tal postulado evidencia a problemática hodierna, fruto das relações humanas com o meio ambiente: a grande produção e má gestão do lixo no Brasil. A priori, segundo dados do G1, dois em cada dez brasileiros compram mercadorias impulsivamente e não por necessidade.                                    A priori, nota-se que a geração de resíduos urbanos é decorrente da sociedade contemporânea capitalista, a qual busca nas compras o prazer momentâneo, sem refletir sobre os impactos causados pelo descarte incorreto de itens obsoletos. Portanto, a questão do lixo está diretamente ligada ao modelo de desenvolvimento vivido hodiernamente, vinculado somente ao incentivo do consumo e não a posterior gestão dos resíduos.      Sob esse viés, a Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) descreve a produção de resíduos sólidos por habitante no Brasil semelhante à de países desenvolvidos. No entanto, o padrão de descarte é equivalente ao dos países pobres, com envio para lixões de céu aberto e pouca reciclagem.                             Nesse ínterim, percebe-se a carência de coleta seletiva e a falha logística de lixões. Para tanto, faz-se necessário o investimento por meio do Ministério do Meio Ambiente em estruturas que permitam captar gases emitidos pelo lixo, a fim de recuperá-los para geração de energia. Por fim, é preciso que os três ‘‘R" da sustentabilidade sejam disseminados nas escolas, por meio de aulas interativas com o meio ambiente, motivando os alunos a descartarem corretamente o lixo, além de incentivar a doação daquilo que já não o satisfaz, mas pode ser reaproveitado. Assim, amenizariamos a problemática gerada pelo lixo urbano e a ação do homem seria condizente com a reação do meio.