O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 25/08/2019

Desde a Revolução Industrial o mundo mudou seu padrão de comportamento. Se antes o acesso aos produtos era difícil e o poder de compra limitado, esse marco na história muda o curso de nossa evolução. A partir daí a escravidão acaba, regimes caem, guerras começam, embargos econômicos surgem… e o que todos esses acontecimentos tem em comum é o consumo. Com o tempo a ciência mostrou que os recursos de nosso planeta são limitados e que o consumismo desenfreado gera problemas, entre eles, as grandes quantidades de lixo que produzimos todos os dias.

Nesse contexto, é importante entender que a raiz desse problema se encontra na maneira de como olhamos os indivíduos ao nosso redor. Dos jantares aos posts nas redes sociais, das roupas que as pessoas usam aos carros que dirigem, sempre julgamos o outro a partir do que ele possui. Em uma sociedade que “O homem que mais tem bens, é o homem que tem mais valor.” todos passamos a vida toda tentando comprar coisas que não precisamos, muitas vezes para impressionar terceiros. Assim, compramos mais do que precisamos (ou não precisamos) e descartamos.

Segundo pesquisas, o Brasil é o 4º país que mais produz lixo no mundo. Uma vez que grande parte das cidades brasileiras ainda não conta com programas de coleta seletiva, a maioria desses detritos são descartados em lugares inapropriados, o que acaba gerando problemas ambientais como poluição de rios, estrangulamento de animais que vivem nesses habitats, detrimento do solo, entre outros. De acordo com estudos recentes, grandes centros como a cidade de São Paulo chegam a produzir cerca de 14 mil toneladas de lixo por dia.

Assim, são necessárias ações rápidas e efetivas para mudarmos o cenário brasileiro nessa questão. A ampliação da coleta seletiva que já acontece em algumas capitais brasileiras é uma boa medida a ser tomada inicialmente. Cabe ao Estado criar políticas públicas que fomentem a reciclagem e o descarte correto desses materiais. Boas alternativas são a criação palestras nas escolas ensinando como separar o lixo e publicidade em veículos de comunicação com a mesma temática. As indústrias  também devem implementar a logística reversa de seus mercadorias, Uma vez que lucram com estes,  também deve ser de sua responsabilidade o lixo que geram depois que o produto é consumido.

O filósofo italiano Maquiavel disse “Não há nada mais difícil ou perigoso do que tomar a frente na introdução de uma mudança.”. Cabe a nós tomarmos a frente na mudança que queremos ver, questionando nossos hábitos de consumo e cobrando a atuação das indústrias nessa tarefa, não só porque é a decisão ética a se fazer, mas para garantirmos a nossa sobrevivência nesse planeta.

O filósofo italiano Maquiavel é autor da célebre frase “Não há nada mais difícil ou perigoso do que tomar a frente na introdução de uma mudança.”. Nessa ocasião, o Príncipe não sabia das inúmeras questões que os seres humanos teriam que lidar alguns séculos a frente de seu tempo. Cabe a nós tomarmos a frente na mudança que queremos ver, questionando nossos hábitos de consumo e cobrando a atuação das indústrias nessa tarefa, não só porque é a decisão ética a se fazer, mas para garantirmos a nossa sobrevivência nesse planeta.