O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 01/09/2019

A humanidade desde o seu primórdio produziu lixo. Entretanto, os gerados nos dias atuais trazem consigo características que implicam em serias complicações ao meio ambiente. Sendo que o aumento do volume e o tipo de resíduo encontrado na contemporaneidade são os principais vilões no que se refere a danos à natureza.

É claro que as cidades da antiguidade produziam lixo, no entanto, o volume seria irrisório caso comparado com as dimensões atuais, chegando a incrível marca de 2 bilhões de toneladas por ano, segundo a  Oganização das Nações Unidas (ONU). Tal marca possui ampla ligação com o consumismo presente nas sociedades pós revolução industrial. Com um maior poder aquisitivo e o barateamento dos bens de consumo mais era produzido, utilizado e por fim descartado.

Somado a isso, outro aspecto da sociedade moderna é a utilização de polímeros plásticos e materiais que não estão presentes naturalmente no meio ambiente. Devido a isso não há organismos que conseguem realizar a decomposição desses materiais rapidamente, tornando esse processo muto demorado. Por exemplo, também segundo a ONU, uma garrafa de plástico leva cerca de 450 anos para desaparecer do meio ambiente por completo.

Essa duas razões, apesar de distinta possuem forte vínculo. O consumismo implica na aquisição de bens os quais não são de real necessidade e muitas vezes para um uso de curto período de tempo, criando assim uma demanda para mais produtos fabricados com materiais que irão agredir muito o planeta. Bons exemplos disso são as sacolas e canudos plásticos, que poderiam ser facilmente substituídos ou nem se quer usados.

Levando-se em consideração esses aspectos, torna-se evidente que algo tem de ser feito para minimizar os prejuízos ao planeta. O Ministério do Meio Ambiente deve elaborar um projeto de bonificação à empresas e prefeituras que possuem uma postura sustentável, avaliando o quanto é reciclado, consumido e descartado por essa instituições, dando-lhe um bônus proporcional a essa pesquisa, sendo possível trocar esse valor por isenções fiscais para as empresas ou uma maior verba para a cidade . Em consonância a isso, produtos biodegradáveis devem receber uma bonificação extra. Tudo isso com a finalidade de diminuir o consumo de novas fontes de recursos e minimizar a agressão ao meio ambiente.