O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 27/08/2019

Notoriamente, observa-se, ao decorrer dos anos o aumento gradativo na produção de lixo. sabe-se que esse é um dos principais problemas nos grandes centros urbanos. Segundo dados do Instituto Gea, apenas na cidade de São Paulo, identifica-se que, são coletados diariamente cerca de 14 milhões de quilos desse material. Consequentemente, tal fator ocorre em virtude do consumismo e do negligenciamento da reciclagem dos resíduos que foram produzidos. Sendo assim, é essencial medidas que impeçam o desdobramento dessa complicação.

A priori, a globalização iniciou-se em meados do século XIX, a partir de uma competição de produção tecnológica intensificada pela Guerra Fria. Logo, favoreceu o surgimento de uma cultura de consumo e um largo acúmulo de lixo. Dessarte, tais problemas ainda são recorrentes, com isso, incontáveis danos são causados ao meio ambiente, devido ao descarte inadequado desse material, dentre eles, a eutrofização das águas, contaminação dos solos e a proximidade da escassez dos recursos naturais.

Outrossim, segundo o pensamento do filósofo Russel ‘‘o produto é um estado mental’’, similarmente, a população recorre ao consumo compulsório com intuito de sobrepor os conflitos vivenciados. Posteriormente, grande parte dos produtos adquiridos são supérfluos e descartados incorretamente em lixões, sem que ocorra um processo de reciclagem. Verifica-se, um preocupante acúmulo de lixo eletrônico, causado pela obsolescência programada, estratégia utilizada desde a crise de 1929, com intuito de manter mercado economicamente ativo.

Portanto, o Estado deve punir municípios que não realizam a reciclagem, por meio de leis e multas, com a finalidade de diminuir danos ambientais e o esgotamento precoce de recursos naturais. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente junto a empresas privadas, devem proporcionar e estimular pontos de descarte por todo o país para eletrônicos em desuso.