O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 27/08/2019
O advento da Primeira Revolução Industrial deu início às primeiras indústrias e proporcionou inúmeras inovações aos cidadãos. No entanto, ela também incentivou o consumo e, como consequência do mesmo, o volume de lixo produzido aumentou drasticamente. Apesar de ter seu início no século XVIII, a problemática ainda persiste no Brasil tornando-se necessária a tomada de medidas para atenuá-la.
A priori, é válido ressaltar que as indústrias determinam o consumo em larga escala. O conceito de obsolescência programada é definido como a decisão do produtor de fabricar um produto de modo que ele se torne obsoleto e não funcional para forçar o consumidor a comprar a nova geração dele. Nesse sentido, o acúmulo de lixo - principalmente o eletrônico - se torna cada vez maior, fazendo-se necessária a redução do impasse.
Entretanto, a questão está longe de ser resolvida. Poucos municípios contam com a coleta seletiva no Brasil. De acordo com dados do site Época, 85% dos brasileiros não têm acesso à coleta seletiva. Deste modo, o lixo não é separado e, assim, impossibilita o processo de reciclagem corroborando com a poluição do planeta.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução do impasse. O Governo Federal, por meio das prefeituras municipais, deve, fornecer caminhões de coleta seletiva para os municípios com o objetivo de possibilitar aos moradores da região a reciclagem dos resíduos. Ademais, o MEC deverá inserir nas escolas, a discussão acerca do acúmulo de lixo como consequência do consumismo exacerbado, por meio de palestras ministradas por biólogos, com o fito de criar jovens e crianças mais responsáveis. Desse modo, teremos uma sociedade mais consciente e um pais mais sustentável.