O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 28/08/2019
Com a globalização, houve um aumento do poder aquisitivo de parte da população brasileira e isso gerou uma crescente no consumo. Diante do maior número de produtos produzidos e comprados, surge o problema da multiplicação de lixo e de seu descarte. Atualmente 14 milhões de quilos de lixo são coletados em São Paulo por dia, mas 97% desses resíduos vai para aterros; de acordo com a pesquisa do jornal Folha.
Tanto a ampliação do consumo quanto a falta de reciclagem contribuem para a maior produção de lixo. A demanda de produtos é incentiva por diversos agentes,como a mídia que incentiva cada vez mais a adquirir mercadorias como forma de obter prestígio. Como agravante, há o descaso de prefeituras com as coletas de lixo, como evidência o dado de que um terço da capital paulista não tem recolhimento de reciclável em residências, o que contribui para o acumulo de detritos.
Consequentemente, os locais para depositar lixo e reciclar estão esgotando rapidamente, além da perda de dinheiro que a falta de reciclagem proporciona. Segundo a consultora ambiental Verônica Polzer, R$ 8 bilhões por ano estão sendo desperdiçados quando o lixo não é reutilizado; tal montante poderia ser utilizado para a melhoria do tratamento de descartáveis. Os aterros sanitários também estão lotados, estimasse de que São Paulo só tem capacidade para armazenar rejeitos por mais 12 anos, o que em um futuro próximo pode gerar uma crise neste setor.
Sendo assim, o problema do lixo no Brasil assume grandes proporções e apenas a construção de novos aterros não solucionaria o cerne da questão. É necessário que as prefeituras de cada município proponham a coleta de lixo reciclável e incentive a população sobre isto, através de palestras e ações dentro das escolas; a fim de encorajar o reaproveitamento. Ademais cabe a população atentar-se ao consumo inconsciente, por meio de boicotes a empresas que não se preocupam com a produção de lixo de seus produtos.