O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 29/08/2019

No filme “Vingadores: guerra infinita”, Thanos, o antagonista, elimina metade da população do universo com o intuito de mitigar a fome e a pobreza. No contexto hodierno brasileiro, percebe-se um crescimento exponencial do lixo, causado pelo consumo excessivo, seja devido à progressão geométrica da população, seja pela constante necessidade de adequação social associado à desigualdade.

Em primeiro lugar, é indubitável que a abundância da população é responsável pela demasia do lixo produzido. Para o sociólogo Thomas Malthus, os indivíduos crescem de forma exponencial, enquanto os recursos de maneira linear. Com base nessa teoria, o descompasso das relações de necessidade e produção geram exorbitância da quantidade de resíduos. Por conta disso, é imprescindível encontrar maneiras de reverter tal vicissitude.

Em segundo lugar, nota-se que os indivíduos são induzidos ao consumo pela mídia, que passa a ideia de necessidade de adequação social por meio da compra de produtos. Segundo o sociólogo Karl Marx, o problema não é a falta de recursos, e sim a péssima distribuição desses. O consumismo induzido vai gerar cada vez mais excedência de lixo, já que não existe controle governamental sobre esse aspecto.

Depreende-se, portanto, que a grande quantidade de indivíduos aliada ao consumo exagerado é responsável pelo problema do lixo no Brasil. Por isso, é necessário que o Poder Legislativo formule leis que controlem o excesso de produção, por meio da implementação de multas às empresas que não agirem em prol do meio ambiente. Dessa forma, a sociedade será rigorosamente influenciada à autoconsciência e futuros “Thanos” serão desnecessários.