O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 29/08/2019
Hodiernamente, o Brasil tem uma produção de resíduos sólidos por habitantes por ano semelhante à de países desenvolvidos, mas ainda tem um padrão de descarte equivalente ao dos países pobres, de acordo com a análise feita pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza e Resíduos. Sob tal ótica, é possível notar que o modo de consumo da população brasileira e a falta de descarte apropriado do lixo ainda representam uma celeuma para a solução do problema, que é estimulado pelo consumismo e pela falta de políticas eficazes.
É indubitável que o consumismo esteja entre as causas do problema. Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto AKATU 76% dos brasileiros não praticam consumo consciente. Além disso, o Brasil por ser um país capitalista e por não ter restrições de propagandas, faz com que as pessoas sofram um bombardeamento de estímulo a compra gerando o aumento do consumo e consequentemente o aumento do lixo também.
Faz-se mister, ainda, salientar a falta de políticas eficazes como impulsionador do problema. Conforme o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade, de maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil as leis para o descarte adequado do lixo rompem essa harmonia, haja vista que essas leis não são cumpridas por falta de verbas e o prazo dessas leis vêm se estendendo desde 1954 quando a lei 2312 deveria entrar em vigor. Sendo assim a problemática persiste no país.
Portanto, medidas são necessárias para que se construa um mundo melhor. Segundo o pedagogo Paulo Freire, a educação muda as pessoas e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação deve promover palestras ministradas por profissionais para discutir nos colégios a consequencia do consumo inconsciente a fim de torna-los cidadãos responsáveis e ciente de seu consumo. Ademais, o Governo federal deve liberar dinheiro para que as prefeituras realizem as ações necessárias para o tratamento e destino ambientalmente correto dos resíduos sólidos urbanos dos municípios para que o meio ambiente não seja prejudicado.