O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 30/08/2019

A problemática dos lixões assola fortemente a sociedade desde os primórdios da industrialização. O incentivo ao consumo, que visava o máximo lucro, tornou-se uma infeliz compulsão. No Brasil, acompanha e é diretamente proporcional ao lixo produzido por uma sociedade que escapa aos modos sustentáveis.

É indubitável que o indivíduo sente-se impelido pelo poder de compra que, por vezes, torna-se um sentimento de dever. Adorno e Horkheimer utilizam do termo ‘‘Indústria cultural’’ para descrever a influência da indústria nos padrões de consumo. Haja vista o caráter efêmero dos produtos, é visível que há sempre descarte de materiais. Infortunadamente, fala-se pouco sobre a reutilização sustentável e ainda menos sobre o descarte correto, o que age sobre o aumento de volume dos lixões.

Ademais, centros de coleta seletiva de lixo são pouco divulgados e passam despercebidos nos centros urbanos. Redes de mercado como o VERAN, por exemplo, possuem postos de reciclagem em todas as suas unidade. Mesmo assim, os índices de utilização desse recurso caíram 13% em 2018, de acordo com o site G1. Esse decréscimo deve-se à falta de divulgação e inexigência do Estado, que deve prezar pela sustentabilidade no país.

Tendo em vista que a indústria cultural pode ser uma força contrária à sustentabilidade, é necessário repensar a atuação do Estado brasileiro no que entende-se como esclarecimento do descarte responsável. Deve, portanto, instituir a coleta seletiva ao criar propagandas de conscientização dos locais onde encontram-se os postos de coleta. Outrossim, deve fornecer mais verba ao pacto federativo, para que possam ser construídos mais postos. Assim, além de fornecer conhecimento da possibilidade de descarte consciente, o impulsionará e, posteriormente, poderá torná-lo uma lei.