O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 02/09/2019
Com a chegada da Revolução Industrial em meados do século XVIII, houve a ascensão do consumismo por conta do aumento da escala de produção, além de ter incrementado o volume de mercadorias em circulação. Com isso, houve, também, um engrandecimento da quantidade de lixo e uma diversificação em sua composição. Hodiernamente, a gestão atual do lixo gera prejuízos ambientais e desperdiça potencialidades socioeconômicas, sendo intensificados pelo consumo descontrolado dos brasileiros.
Convém ressaltar, a princípio, que a má gestão do lixo na sociedade atual é um fator determinante para a permanência de diversos problemas ambientais, uma vez que os governantes não respondem aos anseios sociais e grande parte da população não exige educação ambiental por não necessitar dela. Isso, consoante ao pensamento de A. Schopenhauer de que os limites do campo da visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que a cerca, ocorre porque a falta de educação no Brasil é tao presente que os cidadãos são pouquíssimos preparados para lidar com os problemas do meio ambiente, causados por eles mesmos. Tal fato se reflete nos problemas no uso da água, além das implicações negativas na saúde pública.
Em consequência disso, a população encontra inúmeras dificuldades em variados âmbitos. Um exemplo disso é o difícil aproveitamento do lixo que, atualmente, parece servir apenas para causar mal ao meio ambiente. Essa conjuntura, de acordo com ideias do contratualista Johm Locke, configura-se uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que tais cidadãos gozem de direitos imprescindíveis para a manutenção da sociedade. Ao invés de consumir os produtos e não haver um fim para os resíduos, eles deveriam ser aproveitados e usados como ferramenta de inclusão social, por meio da geração de renda e emprego. Conquanto, essa perspectiva deve ser mudada em todo território nacional.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas, o qual promova palestras e apresentações artísticas a respeito dos prejuízos ambientais causados pelo lixo e pelo consumismo - uma vez que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador. Afim de que a comudade escolar e a sociedade em geral, conscientizem-se. Ademais, o Poder Executivo deve investir em transformar o lixo em inclusão da sociedade, por meio da geração de empregos na coleta seletiva e reaproveitamento de matéria-prima industrial.