O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 11/09/2019
Desde os processos denominados Revoluções Industriais, a produção tem crescido gradativamente em função do consumismo apresentado pela sociedade. Nesse cenário, o consumo exacerbado traz, entre outras consequências, o acúmulo de lixo. Por isso, é necessário analisar a relação de impacto dessa produção em massa no meio ambiente, no Brasil.
Inicialmente, verifica-se um consumo desenfreado e inconsciente, em escala global, o qual vai muito além de consumir por necessidades básicas, atingindo o homem de maneira alienada. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade moderna é formada por consumidores, os quais tratam de forma “líquida” - instável - as relações materiais e pessoais, tornando tudo rapidamente descartável. Entende-se, então, o crescente acúmulo de resíduos no país.
Além disso, a alienação causada pelo advento das indústrias e da globalização é mais presente em países subdesenvolvidos. Embora aja um grande consumo em potências mundiais, esses locais possuem cidadãos mais conscientes sobre os impactos do lixo, além de sistemas de coleta e descarte mais sustentáveis para o meio ambiente e para o próprio ser humano. Nesse sentido, percebe-se a razão pela qual ainda se encontra, no Brasil, lixões irregulares, cidades sujas e poucos sistemas inovadores de reciclagem - como a compostagem do lixo orgânico -, visto que é um país subdesenvolvido.
Portanto, é necessário educação para que se crie conscientização e, posteriormente, redução de detritos. Para isso, o MEC deve adicionar a matéria de meio ambiente à grade curricular das escolas, na qual um dos assuntos abordados seja os impactos do consumo para a natureza e para a sociedade. Nesse contexto, será preciso discorrer sobre o destino do lixo e conceitos imprescindíveis como os três “Rs” da sustentabilidade: reduzir reutilizar e reciclar. Assim, em médio prazo, a preservação do país e do mundo será mais atrativa, em detrimento do consumo destrutivo trazido pela modernidade.