O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 03/09/2019
Desde o seu surgimento, o mundo urbano carrega uma desvantagem com o lixo. A hipertrofia das cidades, junto com a ascensão do capitalismo deu ao problema de detritos uma constância ao longo da história. Paralelamente, a sociedade de consumo atual está profundamente ligada a produção e inadequação depositária do lixo nas zonas urbanas.
Em primeiro plano, conceitos culturais que colocam países primordialmente capitalistas como polo econômico invejável são responsáveis pelo hábito de consumo. A aculturação, proveniente do conceito de globalização evidencia a falta de autonomia política, cultural e econômica dos países explorados e oprimidos nesse processo. Concomitantemente, a maioria dos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, incluindo o Brasil, foram manipulados para almejarem um sistema de consumo como o dos desenvolvidos, porém em épocas que não estavam preparados para tal mudança. Como resultado, o lixo proveniente da hipertrofia urbana forçada assola as questões humanitárias e ambientais.
Estes têm se tornado de extrema importância no cenário internacional, assim como brasileiro. O movimento ambientalista estudantil fundamentado na Europa no último ano mobilizou milhões de pessoas para lutar pelo futuro do planeta. O papel do lixo no desastre ambiental é de contaminação do solo com os dejetos inorgânicos gerados, além da liberação de gás metano e carbônico, ambos gases do efeito estufa. Dessa forma, as pautas de sustentabilidade mundial estão profundamente ligadas ao lixo e consumismo.
Em conclusão, o problema do lixo na sociedade de consumo brasileira deve ser solucionado. É de responsabilidade do Ministério da Economia elaborar uma medida de desenvolvimento sustentável, incluindo a mudança no problema envolvendo detritos das cidades. Com isso, o problema da hipertrofia e consumo no Brasil diminuiria. Ademais, a questão ambiental envolvendo o lixo deixaria de existir.