O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 07/10/2019

A partir do século XVIII, surgiu na Europa um movimento intelectual, o Iluminismo, baseado nos ideais de igualdade, liberdade e fraternidade. No entanto, quando se observa o lixo e a sociedade de consumo no Brasil, percebe-se que esses ideais passaram dos limites, tornando-se uma questão a ser discutida em todas as instâncias da sociedade. Nesse sentido, o não monitoramento do descarte indevido de materiais inorgânicos e o consumismo contribuem para o fomento dessa problemática.

Sob esse viés, a não inspeção do descarte de lixo inorgânico contribui para o impulsionamento dessa problemática. A pouca eficácia da fiscalização e do cumprimento das leis faz com que essa situação torne-se uma chaga social, tendo em vista que o avanço tecnológico gerou-se o aumento tanto do consumo, quanto do despejo de rejeitos, proporcionando um acúmulo desse material inorgânico e a sua não separação. Algo deplorável, tendo em vista que com o descarte correto desse material, poderia reaproveita-lo e dar uma função para o mesmo, impedindo maior poluição do meio ambiente.

Além disso, o consumismo influencia essa adversidade. De acordo com pesquisa publicada no G1, 76% dos brasileiros não praticam consumo consciente no Brasil. Com a inovação científica, a cada dia é lançado artifícios tecnológicos ou meios de aguçar o consumo da sociedade, gerando-se mais descarte de resíduos utilizáveis que poderiam ser reciclados e inutilizáveis. É inadmissível, haja vista que muitos desses resíduos são feitos o descarte sem qualquer consciência, na qual poderão passar anos e anos para se decomporem, fora isso podem acarretar sérios danos para o meio ambiente, como a contaminação do solo, entupimento de boeiros e contaminação atmosférica.

Para que os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade, portanto, sejam utilizados de maneira correta, é fundamental que o governo fiscalize o descarte adequado do lixo e promova palestras de conscientização ao consumismo para que a liberdade seja aplicada justamente, e não passe dos limites, evitando danos futuros a população e ao meio ambiente, por meio de workshop formativos e campanhas educativas. Espera-se com isso, uma sociedade mais atenciosa as questões ambientais e a compra obsessiva, no intuito de garantir uma sociedade sustentável  e fiscalizadora.