O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 05/09/2019
Na mitologia grega, Narciso, foi condenado à admirar seu reflexo em um lago que o levou à morte após se dar conta que ele não poderia ter seu objeto de desejo, que no caso era ele mesmo. Da mesma forma, na sociedade brasileira contemporânea, o drama da individualidade faz com que o homem adote um comportamento consumista, visando satisfazer seu ego, por meio da rapidez com a qual objetos são descartados, culminando na proliferação do lixo.
Para Zygmund Bauman, a “modernidade líquida” é o conceito que representa a transformação hiperveloz e imprevisível do vínculo entre pessoas, ideias e objetos. Dessa maneira, a volatilidade com a qual os elementos são descartados está vinculada ao individualismo e ao consumismo, evidenciando absentismo de consciência de conduta, à respeito do impacto negativo causado pela manutenção do comportamento capitalista de modo inconsequente.
Segundo o filósofo Aristóteles, o homem é um ser imperfeito e carente, que busca ter coisas para obter aprovação da sociedade, a fim de alcançar a completude. Isso justifica a sua atitude consumista, mas não justifica o mal aproveitamento dos elementos acumulados, bem como a falta de responsabilidade pelos danos causados ao meio ambiente em consequência ao descarte inadequado do que não se deseja mais.
Para tanto, é preciso adotar medidas efetivas de combate ao descarte inadequado de lixo vinculado ao excesso de consumismo evidenciado pelos brasileiros. Dessa forma, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deve elaborar um plano estratégico para incentivar a população à solicitar o trabalho de catadores de sucata, por meio da divulgação da atividade destes em propagandas de rádio, TV e redes sociais, a fim de reduzir o tamanho dos lixões através do reaproveitamento de itens que teriam a obsolescência como destino final, assim, será exequível a conscientização do comportamento da sociedade do consumo visando um futuro melhor para as próximas gerações.