O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 05/09/2019

Rico é aquele que sabe ter o suficiente. A declaração de Lao tze, filósofo da China antiga, dá início a reflexão de como a geração de lixo representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade brasileira. Isso se evidencia não só pelo grande volume de detrito que é possível ser visto todos os dias , mas também pelas taxas de consumo cada vez maiores entre os brasileiros.

Em primeira análise, a facilidade de livrar-se de objetos implica diretamente no volume de resíduo gerado. Segundo dados do jornal Folha de São Paulo, em 2017 cada brasileiro cidadão produziu, alarmantes, 378 Kg de lixo. Dessa forma, é fato que nem todo o material foi reutilizado, degradado ou descartado de forma correta. É inadmissível, portanto, que seja irreal a existência de medidas efetivas para reciclagem e descarte consciente.

Somado a isso, o fato da população estar se tornando cada vez mais consumidora, faz-se um agravante da situação. De acordo com dados do Jornal do Comércio, mesmo em meio a uma crise, o mercado nacional voltou a crescer nos últimos anos . É possível observar que com o aumento da aquisição de bens materiais e a falta da consciência das pessoas, objetos que durariam anos, se tornam descartáveis. Sendo assim, a inércia governamental perante o problema gera uma constante ameaça ao meio ambiente.

Dessa forma, medidas precisam ser tomadas para solução desse impasse. É necessário que o governo em todos os seus níveis se mobilizem em prol da realização de leis mais efetivas que objetivem a instalação de coletas seletivas  e descartes corretos. Podendo agregar cooperativas, escolas e comunidades nessa causa, para que hajam palestras, mutirões e conscientização da população. Espera-se com isso que a proteção da vida e o equilíbrio ecossistêmico sejam estabelecidos no país.