O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 07/09/2019

A Constituição Federal de 1988 resguarda em seus postulados o dever de preservação ambiental atribuído ao Estado em consonância com a população. Nesse sentido, é importante ressaltar que essa cláusula não é efetivamente aplicada, já que o consumismo e o descarte inadequado do lixo ocasionam uma série de consequências para a biosfera. Sob esse aspecto, convém analisar os principais fatores relacionados a esse impasse no tecido social.

Relativo a esse fenômeno, é possível afirmar que o desconhecimento das repercussões provocadas pelo o ato de comprar excessivamente e depositar os resíduos em locais inapropriados, constitui a principal razão para a prevalência dessa problemática socioambiental. À vista disso, a teoria do sociólogo, Habermas, membro da Escola de Frankfurt, deveria ser aplicada em larga escala, uma vez que esse pensador defende o debate e o diálogo como maneiras de resoluções das entraves sociais. No entanto, infelizmente é a alienação que prevalece devido a ausência dessa medida, e, consequentemente, há o agravamento dessa realidade catastrófica que são os lixões, algo inadmissível para a sociedade brasileira.

Convém lembrar, ainda, que segundo dados divulgados pelo G1, só a cidade metropolitana de São Paulo, retira, em média, quinze mil toneladas de lixo por dia, valor exorbitante e que ocasiona reflexos imensuráveis para a natureza. Sendo assim, os ecossistemas aquáticos são as vítimas centrais desse impacto, tendo em vista que a maior parte do lixo, deposto em locais errados, é levado para os corpos de água cabido aos fluxos das chuvas.  Por essa razão, muitos animais confundem esses resquícios com os alimentos, o que, por muitas vezes, ocasiona a morte do ser vivo e um desequilíbrio nas cadeias alimentares. Por conseguinte, é inaceitável a ocorrência de uma instabilidade ecológica devido a irresponsabilidade proveniente de uma parcela significativa da população.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para atenuar esse problema. Para isso, o Governo Federal deve efetivar a educação do povo, por meio da realização de debates nas instituições escolares e canais de informação, com a apresentação das implicações da compra de produtos desnecessários em larga escala e da supressão da coleta seletiva, a fim  de construir o senso crítico da nação. Espera-se, com isso, uma redução desse transtorno e uma efetiva aplicação da teoria de Habermas.