O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 09/09/2019

Segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir. Logo, com o avanço do sistema capitalista, recai sobre o homem o compromisso de tornar o mundo mais sustentável. No século XXI, a preocupação com a produção excessiva de lixo, consequência das campanhas de marketing moderno que induzem o consumismo desnecessário, reflete essa ideia.

As industrias dispõe de diversas formas para induzir a aquisição de novos produtos, mesmo não sendo necessário. O conceito de obsolescência programada retrata isso. O marketing moderno tem como principal propósito criar coisas que rapidamente se tornem ultrapassadas e “precisem” ser substituídas por modelos mais recentes. A criação de novas tecnologias, aparelhos ou produtos quaisquer continuamente propagando a ideia da necessidade do novo, induz o consumo exacerbado e desnecessário.

A procura pelo atual, resulta no descarte daquilo que ainda era útil pelo simples fato de estar ultrapassado. O conceito de reduzir e reutilizar, então, contrariam o próprio modo de vida da sociedade atual. Tem-se atualmente a sociedade do desperdício e dos interesses econômicos, que agravam a produção de lixo.

O filósofo Stuart Mill, diz que “as ações dos homens devem sempre visar ao bem-estar da coletividade”. Logo, pensar sobre o consumismo desnecessário, responsável pela criação de lixo, é de extrema importância. Recai sobre o ser humano, portanto, o compromisso de assumir sua responsabilidade diante da produção do lixo. Destarte, desde que haja parceria entre governo, comunidade e família, é importante a criação de programas de conscientização para toda população acerca da obsolescência programada, geração de lixo e seus riscos, ministrando palestras e distribuindo materiais pedagógicos, para amenizar os efeitos e a produção do lixo e criar um mundo mais sustentável.