O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 12/09/2019

No século XIX, ao chegar ao Brasil, a corte portuguesa implementou várias mudanças visando o embelezamento da colônia, sendo uma delas a extinção de hábitos considerados insalubres como, por exemplo, o arremesso de lixo pelas janelas. Atualmente, entretanto, a quantidade de detritos em lixões e depósitos clandestinos é alarmante, e evidencia a regressão da mentalidade brasileira e a falta de respeito com o seu país. Sob esse aspecto, faz-se necessário analisar as principais causas, consequências e possível medida relacionada a esse impasse social.

É notório que, com Brasil sendo comandado por uma indústria cultural onde o hedonismo é promovido deliberadamente, o consumismo virou um dos maiores problemas para o meio ambiente. Com uma intensa demonstração de aquisição como sinônimo de felicidade e superioridade, o grande acúmulo de mercadorias acarreta, inevitavelmente, a um grande despejo de lixo. Além disso, pode-se destacar o uso de eletrônicos como acessórios, onde celulares se tornam obsoletos em meses e são descartados, inundando aterros e lixões de entulhos.

É importante observar, diante desse panorama, que esse acúmulo de lixo é nocivo à saúde pública, sendo precursor de alagamentos e doenças quando não é tratado de maneira própria, pela dispersão de insetos e pequenos animais portadores de patógenos. Além de deteriorar o meio ambiente com a contaminação de lençóis freáticos e solos, deslizamentos e poluição do ar com o uso de incineradores.

Infere-se assim que ainda há fronteiras para garantir a verticalização da salubridade no Brasil. Logo, o Ministério da educação juntamente com instituições de ensino devem fomentar oficinas e cursos educadores que visem promover a inteligibilidade, cognocitividade e o senso crítico da população, incentivando a coleta seletiva, para que possamos  regressar ao pensamento  de enobrecer o nosso país.