O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 24/10/2019
O documentário “Para onde vai nosso lixo”, dirigido por Cândida Brady, traz um alerta para sociedade sobre os impactos do lixo no meio ambiente e questiona a ação do governo em função de não se comprometer com o destino do lixo. Nesse contexto, a sociedade brasílica, marcada pelo seu potencial consumista exacerbado colabora com o acúmulo de rejeitos que geram consequências negativas para à natureza. Por essa razão, a falta de uma gestão governamental para a redução do lixo unidos a uma atitude de consumo descontrolada da sociedade colabora na intensificação desse impasse.
De início, é relevante ressaltar que embora haja uma preocupação com as questões ambientais como é previsto no artigo 225 da Constituição Federal, é evidente uma negligência estatal em promover medidas para minimizar a quantidade de resíduos produzidos em função do consumo da sociedade. Diante desse panorama, os dados divulgados pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) aponta o Brasil como o 5° maior produtor de lixo do planeta, mas que recicla apenas 4% dessa produção. Como desdobramento, a ausência de uma coleta seletiva,reaproveitamento e reciclagem revelam uma política para o tratamentos desse materiais ineficaz, no qual contribui para danos ecológicos.
Em segundo plano, é notório o comportamento compulsório da população na atividade de consumação,fato esse, que foi impulsionado pela Revolução Industrial. Sob essa ótica, a música 3° do composta pela banda Engenheiro do Hawai, faz uma crítica a sociedade consumista, destacando a ideia de que não existe produtos para consumidores, mas sim uma produção de consumidores para produtos fabricados. Partindo desse pressuposto, não há dúvidas que essa mal conduta dos indivíduos é a principal causa do aumento de rejeitos, em consequência se não houver intervenções implicará em problemas de saúde pública.
Portanto, com o objetivo de melhorar o tratamento do lixo e diminuir sua produção, urge que o Ministério do Meio Ambiente crie, pro meio de verbas governamentais e ações das Prefeituras, um coleta seletiva, com a introdução de uma pártica de reaproveitamento do lixo, através de espaços públicos específicos que receberão os resíduos e encaminharão os lixões todos os rejeitos separados, para assim poder fazer uma reciclagem eficaz. Outrossim, a Secretária de Meio Ambiente em parceria com as Escolas, devem realizem campanhas publicitárias, por meio de, respectivamente, mídias sociais, palestras meio escolar e espaços públicos, com praças, estações de metrô, com o intuito de conscientizar a população sobre os hábitos excessivo de consumo e as consequências negativas que essa pática causa no meio ambiente, deixando esse fato explícito com o uso de imagens das áreas naturais poluídas. Com isso, o artigo de Cândida Brady irá ser refletido pela nação brasileira.