O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 13/09/2019

Na animação Wall-E, a população humana após consumir todos os recursos e poluir o planeta Terra, acabam tendo de se realocar e, portanto, passam a habitar uma estação espacial. Fora do mundo fictício, a desenfreada  prática de consumo e a falta de entendimento sobre a produção excessiva de lixo são problemas enfrentados na sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, é notório o abundante consumo na sociedade atual. Segundo Zygmunt Bauman, “em uma sociedade de consumidores, ninguém pode se tornar sujeito sem primeiro se tornar mercadoria”. A afirmação do filósofo sintetiza sua tese sobre a fluidez das relações de consumo no mundo contemporâneo, pois, a sociedade acaba sendo manipulada através de propagandas e, consequentemente, acaba consumindo excessivamente, resultando assim em uma alarmante produção de lixo.

Além disso, a falta de informações sobre o impasse contribuem para a perpetuação do mesmo. De acordo com o Instituto GEA, aproximadamente 14 milhões de quilos de lixo são produzidos diariamente em São Paulo. Esse dado evidência o excessivo consumo da população, que não possuem conhecimento sobre o prejudicial panorama causado pela produção de dejetos e, dessa forma continuam a produzi-los de maneira desenfreada.

Sendo assim, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Governo Federal junto aos órgãos estaduais de educação devem por meio de professores e ambientalistas implementar palestras e projetos sociais a fim de conscientizar e esclarecer a população sobre os problemas gerados pela prática do consumo excessivo, auxiliando assim na redução da produção de lixo.