O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 22/09/2019
No início dos tempos, os primeiros homens eram nômades, moravam em cavernas e viviam da caça e da pesca, quando a comida começava a ficar escassa eles mudavam-se e seus lixos eram decompostos com o tempo. À medida que foram civilizando-se, o homem passou a produzir mais peças, e consequentemente, a produção e lixo aumentou; no entanto, foi apenas no século XX que esse fato começou a causar preocupação. Atualmente, o lixo vem chamando atenção das autoridades públicas, a forma como o capitalismo visa apenas o lucro e impulsiona o consumismo inconsciente traz sérios impactos ao meio ambiente chegando até a ameaçar a vida humana no planeta.
Em primeiro lugar, cabe pontuar que foi após o período da revolução industrial que o mundo passou por intensas evoluções tecnológicas e cientificas. Além disso, grande empresas se dispersaram pelo mundo incentivando o consumo em massa e objetivando apenas o lucro. Diante dessa fato, ainda no século XXI, donos de grandes meios de produção colocam no mercado um arsenal de novidades, mercadorias que exigem, na maioria das vezes, recursos naturais e, após seu uso são descartadas indevidamente na natureza. Assim, contribuindo com a poluição do ar, rios, mares e com o aquecimento global.
A medida que o capitalismo cresce, aumenta também a produção de lixo no Brasil. De acordo com pesquisa do Instituto Data Popular, de 2005 a 2015 o poder de consumo da classe C - que é maioria no país - cresceu 71% e, entre 2003 e 2014, a geração de lixo subiu 29%, isso contribui para o país se manter em quarto lugar de produção de lixo, são mais de 10 milhões de toneladas e apenas 1,28% de reciclagem, segundo o estudo feito pelo Fundo Mundial para Natureza (WWF). Logo, a famosa frase dita por Antoine Lavoisier: “Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” , é esquecida pelo poder público e pela população e todo material criado, é perdido.
Visto isso, é evidente que medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Cabe ao Governo Federal destinar uma maior parcela das verba públicas as prefeituras brasileiros e a Secretaria do Meio Ambiente (SEMAM). As prefeituras devem investir na coleta seletiva de cada localidade visando o descarte correto dos resíduos e a diminuição da poluição ambiental. E a SEMAM deve incentivar palestras orientando os setores públicos, privados, a industria e o consumidor final acerca do impacto do lixo mal descartado no ambiente e as consequências que ele traz. Assim, conscientizando desde a industria que produz, até o responsável pela reciclagem, de modo que gradativamente, o problema seja solucionado.