O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 14/09/2019
Na animação WALL-E, da Disney, a Terra é representada como um planeta tóxico e um grande depósito de lixo, em que há apenas um robô para organizar todos os entulhos. Fora da ficção, o Brasil caminha para esse cenário, visto que o seu volume aumenta progressivamente devido à política do consumismo. Nesse âmbito, observa-se a cultura de massa em que os brasileiros estão presentes e, consequentemente, os problemas ocasionados pelo aumento do lixo.
Em primeira análise, as pessoas são constantemente influenciadas pela grande quantidade de informações que recebem. A partir disso, o consumo intensifica-se cada vez mais, já que quando um produto é adquirido por uma pessoa, rapidamente, ela passa a querer outro, o que provoca um consumo irracional e o aumento do volume de dejetos. Esse ponto de vista é confirmado pelo filósofo francês Arthur Schopenhauer, o qual afirma que as ações humanas são influenciadas pelas suas vontades e com isso geram uma constante insatisfação. Entretanto, apesar de, atualmente, as pessoas possuírem uma gama de informações, não há uma ampla divulgação sobre a destinação correta de resíduos e 78 milhões de brasileiros não têm acesso a esse serviço, segundo o jornal O Globo. Com isso, percebe-se a forte relação entre o consumo e o lixo.
Por conseguinte, o volume de lixo cresce progressivamente, causando problemas ambientais e sociais. A princípio, os dejetos que são levados para os lixões e aterros sanitários produzem não só o chorume, substância que atinge as águas subterrâneas, gerando a sua poluição, mas também a transmissão de doenças, como a leptospirose e a toxoplasmose. Outrossim, em decorrência da falta de informação sobre a destinação correta do lixo, a coleta seletiva, a qual separa o que pode ser reciclado e reduz a poluição, é prejudicada. Assim, a produção de lixo torna-se preocupante.
Fica evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver a questão do lixo e do consumo na sociedade brasileira. Logo, os prefeitos, junto à mídia, devem fortalecer a prática da coleta seletiva e da reciclagem com cartilhas explicativas sobre os efeitos de uma destinação de lixo adequada e propagandas que incentivem a adoção dessas práticas, por meio da internet, a fim de reiterar os brasileiros sobre a importância da segregação do lixo. Assim como é necessário que as escolas, junto ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), adotem debates e palestras sobre o consumo sustentável e racional com a presença de funcionários do MMA e químicos ambientais, com o objetivo de formar cidadãos críticos relação às suas compras. Dessa forma, o Brasil não viverá o que é representado no filme WALL-E.