O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 18/09/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o outro. No entanto, quando se observa a questão do lixo em uma sociedade consumista, no Brasil, hodiernamente verifica-se que este ideal Iluminista não é constatado na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela pouca sustentabilidade, seja pela obsolescência programada.

É indubitável que a sugestão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada para alcançar um equilíbrio na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a pouca sustentabilidade rompe essa harmonia, haja vista que a lei de Política nacional de resíduos e sólidos foi promulgada em 2012 para um descarte correto do lixo e a reciclagem dos mesmos, conquanto, nos dias atuais a efetivação dessa lei ainda é pouca, pois se tem um número cada vez maior de descarte improprio e lixões clandestinos.

Outrossim, destaca-se a obsolescência programada como impulsionadora do problema. De acordo com Zygmunt Bauman ’’ consumo, logo existo’’ seguindo essa linha de pensamento, observa-se que para ‘’existir’’ é necessário estar comprando, muitas vezes para estar na moda, a mídia e grandes marcas, como a Apple, geram essa obsolescência, fazendo grandes propagandas para gerar um desejo não necessário, mas sob outro ângulo, para onde vai todo esse não aproveitamento?

Fica evidente, portanto, que ainda há entrares para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o governo federal deve colocar em prática a lei de resíduos, dando multas para lixões clandestinos, e incentivando a reciclagem. Logo o Ministério da Educação(MEC) deve instituir nas escolas palestras com psicólogos e biológos, sobre consumo sem necessidade e o que esse consumo em excesso pode causar na natureza. A fim de que não se precise consumir para existir.