O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 18/09/2019

Na idade média, século XIV, o lixo era frequentemente atirado nas ruas pelas janelas, se acumulando nas avenidas e propiciando um ambiente perfeito para a proliferação de pragas urbanas, foi o que deu início ao surto da peste negra. Entretanto, na contemporaneidade brasileira o lixo persiste não somente por ser jogado nas ruas, mas decorre de fatores como o consumismo da sociedade globalizada assim como os insuficientes aterros sanitários para o lixo. Dessa forma, devem ser analisados tais fatores a fim de que possam ser atenuados de forma eficiente.

A princípio, é substancial destacar que o excesso de lixo é um resultado do consumismo dos brasileiros. Isso ocorre porque, de acordo com o químico Antoine Lavoisier na natureza nada se cria e nada se perde, tudo se transforma, logo, tudo o que o indivíduo consome como roupas, embalagens de plástico e vidro são transformados em lixos depois do uso. Em decorrência disso, a quantidade de lixo produzida pelos brasileiros se torna elevada com aproximadamente 61 toneladas por ano, segundo estudos realizados pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. Desse modo, é imperativo que a sociedade diminua o consumo e por conseguinte a quantidade de lixo.

Outrossim, vale também enfatizar que os aterros sanitários já existentes são limitados para a grande dimensão dos entulhos. Devido a isso,muitas vezes os lixos são jogados em lugares impróprios como em depósitos a céu aberto gerando risco para a população que vive as margens desses depósitos. De acordo com o jornal nacional em 64% dos municípios brasileiros, todo o lixo produzido é jogado em terrenos que não passam por nenhuma espécie de controle. Isso, portanto, demonstra risco não só a  saúde da população como também ao solo e a água. Por certo, é essencial que o Governo desenvolva novos aterros sanitários para suportar a vasta quantia de lixo atual.

Destarte, é necessário que haja um controle do lixo e do consumismo no Brasil. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente, aliado á Mídia, por meio de emissoras televisivas ou pela internet, a realização de campanhas impactantes que visem o incentivo a reciclagem de objetos assim como a redução do consumismo demonstrando o quanto o consumo exagerado é prejudicial ao meio ambiente, para que então a sociedade se conscientize dos malefícios do consumismo insensato. Somado a isso, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente, a criação de novos aterros sanitários em áreas licenciadas por órgãos ambientais destinadas a receber resíduos sólidos de foma planejada, afim de proteger a sociedades vizinhas dessas instalações assim como o solo e águas subterrâneas. Dessa forma, o lixo não será depositado em lugares indevidos como na idade média.