O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 19/09/2019

Na animação estadunidense “Wall-E”, a trama se passa num cenário cujo o modo desregrado de viver da humanidade reproduziu uma imensa quantidade de lixo que inviabilizou a vida humana na Terra. Mesmo sendo um ficção, mostra uma realidade preocupante no Brasil: o consumo exagerado de produtos e matéria-prima pela população e seu descarte irresponsável gera grandes impactos e riscos para a Vida. Sob tal ótica, esse cenário mostra a falta de políticas públicas para a coleta consciente de lixo, e também, para inibir o uso exagerado de recursos naturais.

A priori, o acúmulo de lixo nas ruas reproduz grandes impactos na saúde pública. O aumento das embalagens feitas para serem descartadas após o uso e a falta de acesso a coleta regular de lixo, gera uma grande quantidade de resíduos que atrai vetores de doenças como ratos e mosquitos, bem como estes também entopem os sistemas de escoamento de esgoto causando enchentes. Acerca disso, é pertinente trazer a 3° lei de um dos maiores físicos que já existiu, Isaac Newton, que diz toda ação gera uma reação de mesma intensidade. Desse modo, essa problemática se dá pela falta de fiscalização e intervenção dos órgãos responsáveis pela limpeza urbana e os maus hábitos do corpo social, um problema que necessita urgentemente de soluções.

Outrossim, com o advento do capitalismo, e posteriormente a globalização, a sociedade passou a se comportar de maneira mais irresponsável e consumista. Os produtores e Indústria passaram a produzir cada vez mais produtos para atender tal demanda populacional gastando ainda mais recursos de maneira não consciente. Dessarte, segundo a indispensável pioneira em pegada ecológica, Global Footprint Network, 60% da pegada da humanidade se dá pela emissão de carbono. Em vista disso, a adversidade explicasse pelo excesso: queimadas, desflorestamento, dióxido de carbono na atmosfera, consumo de carne; um cenário carente de medidas para mudar.

Fica evidente, portanto, que comportamentos imprudentes da humanidade estão colocando em risco a vida na Terra e que são necessárias medidas efetivas que evidenciem isso para a sociedade. Dessa maneira, cabe a mídia, principal formador de opinião pública, projetar e criar propagandas e comerciais em larga escala na internet e televisão, sobre o perigo de doenças com o descarte incorreto do lixo, a fim de tornar o telespectador um agente fiscalizador do bairro onde mora. Ademais, órgãos governamentais como o Ministério do Meio Ambiente, deve criar novas regras severas para as empresas sobre limites de uso de matéria prima e emissão de carbono na atmosfera, e punir quem as desrespeitar. Assim, a população verá a importância do meio ambiente e respeitar seus limites, criando uma sociedade melhor e mais responsável para as gerações futuras, diferente do mundo de Wall-E.