O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 19/09/2019
A contaminação do solo, dos lençóis freáticos e da Atmosfera são apenas três dos inúmeros problemas causados pelo consumo desenfreado e o descarte inadequado do lixo. No contexto atual, a má gestão de resíduos já tem refletido negativamente, fazendo-se necessário melhorias nessa logística e também maior participação da população.
Inicialmente, um entrave é a mentalidade retrógrada por parte da população que tenta acompanhar o “American way of life”, cultura essa que exalta o capitalismo através do consumo excessivo. Nessa cultura, não só o consumismo é um problema, como também os resíduos gerados por ele que causam prejuízos ambientais praticamente irreversíveis, como pode ser retratado através do documentário Lixo Extraordinário onde foram encontrados produtos químicos que contaminam o solo e podem atingir os lençóis freáticos e assim gerando danos para a saúde da população e doenças para as pessoas que entram em contato com esses produtos.
Em segundo plano e consoante ao supracitados, faz-se necessário lembrar que o Brasil é o quinto maior produtor de lixo no mundo. Consoante a isso ainda há um agravamento, uma vez que a porcentagem de reciclagem é praticamente insignificante. Além disso, a falta de conhecimento da população sobre a potencialidade socioeconômica que pode ser gerada através dos resíduos tem impedido o reaproveitamento dos materiais descartados. Em um episódio televisivo do Rio Grande Rural foi retratada a produção de móveis com itens que seriam descartados mas foram reutilizadas e hoje geram rendas para aquela fazenda. Paralelamente à isso vale ressaltar que os lucros tem entrado não somente para fazenda como também para o meio ambiente que terá recursos (matérias primas) poupados.
Portanto, com essas contratações é mister que o Estado intervenha para amenizar o quadro atual. Para estimular a coleta seletiva do lixo e criação de projetos sociais, urge que a Secretaria do Meio Ambiente se alie às empresas privadas e crie, por meio da isenção de impostos, palestras que ressaltem a importância da coleta seletiva e workshops que ensine a criar arte com o resíduo, afim de poupar o meio ambiente, reutilizar os materiais e ainda gerar renda para os novos artesãos.