O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 15/10/2019

O filme de animação “Wall-e” mostra um futuro no qual o excesso de lixo deixou a Terra inabitável para os seres vivos. Não distante da ficção, nos dias atuais, o consumismo exagerado aliado ao descarte incorreto dos resíduos são problemas que se fazem presente no âmbito brasileiro e mundial. Assim, torna-se fundamental a discussão desses, a fim de pleno funcionamento do corpo social.

Em primeiro lugar, o sistema capitalista corrobora para a manutenção de uma sociedade consumista. Diante disso, a Revolução Industrial significou uma drástica mudança nos processos produtivos e de interação do ser humano com o meio ambiente, tendo em consideração que a pose de bens de consumo passou a significar status de vida social. Em consonância, o uso persuasivo da mídia estimula a população a obter cada vez mais mercadorias, sendo crescente o número de pessoas alienadas que integram a cultura de massa.

Ademais, a falta de um lugar apropriado para o descarte de resíduos é um fator que contribui para o caos existente. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, mais de três mil municípios brasileiros, por não terem aterros sanitários enviam em média 29,7 milhões de toneladas de lixo para lixões ou aterros clandestinos. Consequentemente, a degradação do meio ambiente é grande, por exemplo, a contaminação do lençol freático e a liberação de gases tóxicos na atmosfera.

Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para mitigar a problemática. Cabe ao Ministério da Educação investir na formação de futuros docentes, criando novas disciplinas curriculares que discutam o reaproveitamento e o consumo consciente das mercadorias, a fim de evitar o desperdício e diminuir o desejo de compra dos indivíduos.