O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 26/09/2019
Desde a revolução industrial ao mundo contemporâneo, é inerente a ambição do homem em suprir cada vez mais suas necessidades ilimitadas. Essa visão, correta, vem sendo constatada no cenário brasileiro, visto que o acúmulo de lixo originado pelo capitalismo continua crescente e desenfreado. Isso ocorre por inúmeros motivos, dentre eles, ora pelo exacerbado consumismo da sociedade mundial, ora pela falta de políticas públicas eficazes. Diante disso, analisar o atual contexto é fundamental para que medidas possam ser instigadas e atenuem a problemática.
A priori, é imperioso destacar a convergência existente entre capitalismo e excesso de lixo, visto que esse mercantilismo exacerbado é o grande responsável pelo acúmulo de lixo gerado. Ao mesmo tempo vale ressaltar a divergência entre consumo e o descarte desses resíduos, dado que o Brasil como país possuidor de grandes diversidades que incentivam o consumo, também é um dos países que mais realiza o descarte destes de maneira imprópria. Ainda, esse descarte indevido torna-se responsável por problemas causados ao meio ambiente, como, poluição de solos, obstrução de redes de esgotos e dos rios, como também alagamentos em centros urbanos. Logo, faz-se substancial alterações.
Outrossim, é imperativo pontuar que tais debates tornam-se ainda mais aguçados pelo extremo descaso com políticas públicas eficazes contra tais problemas, posto que dados do IBGE afirmam que o Brasil produz em média 387 quilos de resíduos por habitante -quantidade similar à de países desenvolvidos- e que apenas 3% de todo esse lixo é reciclado. Além disso, estudos apontam para a transformação de lixo em energia, países como Japão, Suíça e França já comandam esse método e produzem quantidades elevadas de energia utilizando dejetos, iniciativas que no Brasil não são possíveis devido à falta de investimentos destinadas à essas políticas.
Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que possam atenuar a problemática. Para tanto, cabe ao poder público criar e incentivar políticas que sejam eficazes e que vão de encontro com a relevância do problema, como, estabelecer normas, princípios e diretrizes para um melhor gerenciamento do descarte dos resíduos, auxiliando desde a separação destes para a reciclagem até o seu destino final. Ainda, é de extrema importância a criação de organizações parcerias público privadas na adoção de programas que incentivem a conscientização sobre problemas causados pelo excesso de lixo oriundo do exacerbado consumismo. Além disso, vale ressaltar a criação de medidas pelo poder geral, que incentivem o desenvolvimento de pesquisas voltadas para a melhoria dos processos e métodos eficazes na destinação final desses dejetos. Só assim, o Brasil enxergará o futuro como forma de progresso.