O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 27/09/2019

Relatórios divulgados pelo Greenpeace, alertam a crescente quantidade de lixo produzida no Brasil e no mundo. O país, nas últimas décadas, sofreu uma urbanização desenfreada e sem planejamento, fato que acarreta em um enorme mercado consumidor em conjunto uma quantidade exacerbada de lixo. Sob essa ótica, alguns entraves devem ser levantados para mitigar esses problemas, como o consumismo irracional e o descarte sem consciência do lixo.

Em primeiro lugar, o consumidor brasileiro é alienado às mídias e ao próprio mercado, participando então de um consumo irracional. Deve-se observar o fato de o Brasil fazer parte de uma industrialização tardia, que consequentemente, trouxe a urbanização de forma abrupta. O morador do campo que estava acostumado com a simplicidade, passa então a ter poder de compra. Nesse universo, esse cidadão não possui consciência do seu poder, e passa ser alvo fácil da alienação e manipulação do mercado, consumindo sem pensar nas consequências. Vale ressaltar que o consumo irracional tem como consequência o descarte irracional.

Por conseguinte, todo produto consumido gera lixo, um consumidor alienado pelo consumo não possui a consciência certa de seu descarte. Nesse panorama, com a rápida urbanização brasileira não houve planejamento por parte do governo nos grandes centros urbanos, fato que culmina na falta de planejamento também no descarte do lixo gerado. Assim é fácil deduzir a causa da cidade de São Paulo coletar diariamente 14 milhões de quilos de lixo.

Mediante dos fatos expostos, é possível aferir falta de organização estatal mediante o lixo produzido no Brasil. É dever do Ministério do Meio Ambiente se juntar a iniciativa privada e a comunidade afim de organizar palestras e mutirões, em nível nacional, de conscientização sobre a coleta seletiva, juntamente com uma política mais rígida às mídias, levando assim a um descarte menos danoso ao meio ambiente, e a consciência do cidadão perante seu consumo.