O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 23/07/2021
Na obra ‘‘Utopia’’ do escritor inglês Thomas More, a sociedade vive o máximo de sua excelência, havendo ausência de conflitos e desarmonia. Entretanto, no Brasil, a sociedade e a produção de lixo quebram o paradigma de More. Nesse contexto, é reflexisivo o atual quadro de lixo e consumo no país, haja vista os problemas da gestão dos resíduo tem se tornado cada vez mais visíveis, sendo precuroses dessa problemática o comportamento político e social em relação a essa questão.
Precipuamente, cabe destacar que a constituição, orgão máximo da justiça, imcube ao poder público preservar e proteger o patrimônio ecológico da pátria. No entanto, é notável a falha governamental na gestão de resíduos produzidos pela sociedade, o que, na prática, é um ato anticonstitucional pois ao não gerir corretamente o lixo, tal comportamento fere o ecossistema e o direito, também assegurado pela magna-carta brasileira, de todos poderem viver em um ambiente ecologicamente equilibrado. Sob esse prisma, segundo a Cempre (Compromisso Empresarial Para a Reciclagem), 85% dos brasileiros não tem acesso ao processo de coleta seletiva, ou seja, a maior parte do lixo produzido pelos brasileiros não está destinada à reciclagem. Por conseguinte, esse comportamento age como uma forma de manutenção de mal comportamento constitucional por parte do Governo, o que é algo lamentável.
Outrossim, delinea-se oportuno salientar que o comportamento do corpo social é uma das engrenagens que ajudam na continuidade dessa problemática. Nesse panorama, destaca-se o descarte irregular das mais variadas formas de resíduos por parte da população, sendo esses resíduos grandes causadores de entupimento dos sistemas de drenagem de esgoto, causando inundações e proliferação de doenças e pragas. Sob esse viés, todo o esqueleto social colhe as consequências ao não existir um hábito benéfico e ecologicamente sustentável em relação para com o lixo. Nessa conjuntura, é convidativo o pensamento da filósofa Hannah Brandt em sua obra ‘‘Banalidade do Mal’’, onde afirma que quando atitudes antiéticas são praticadas rotineiramente elas tendem a ocupar espaço de normalidade. Logo, é ilatível que a complexidade desse quadro se estende em diversas camadas.
Portanto, em vista dos fatos supracitados, medidas exequíveis são necessárias. À vista disso, Ministério do Meio Ambiente deve criar um sistema eficaz de gestação de lixo e resíduos gerados pela sociedade. Isso pode ser feito com a destinação de novas verbas destinadas a implatação da coleta seletiva para 100% da população e implatação de incentivo a prática de novos comportamentos ecologicamente saudáveis. Além disso, O Ministério da Educação em parceria com o Ministério do Meio ambiente pode promover constantes campanhas nos meios de Internet, Rádio e Tv fundamentadas na educação ecológica e incentivadora de novos comportamentos sociais em relação ao lixo.