O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 02/10/2019

Durante a década de XX, o Estados Unidos da América, em razão dos empréstimos realizados à reconstrução europeia, pós Primeira Guerra Mundial, alcançou o pleno desenvolvimento econômico e possibilitou o consumismo e a produção de lixo industrial em larga escala pela sua população. Nesse contexto, hodiernamente, no cenário tupiniquim, é notório que a relação entre lixo e consumo social brasileiro afeta, negativamente, tanto a saúde populacional quanto a natureza, causando um desequilíbrio socioambiental. Com efeito, a péssima gestão dos dejetos e a aquisição descontrolada de bens materiais corroboram para o agravamento de tal questão.

Primordialmente, o manejo incorreto do lixo auxilia na propagação de diversas doenças. Isso ocorre devido à capacidade que o acúmulo de resíduos tem de atrair animais e insetos que são vetores de doenças como a dengue e a leptospirose. Com isso, segundo a International Solid Wast Association, estima-se que, no Brasil, o tratamento de enfermidades vinculadas com a exposição ao lixo descartado inadequadamente custe cerca de 370 milhões de dólares ao ano para o Governo. Portanto, é mister medidas que promovam a eliminação de dejetos de maneira apropriada, garantindo, desse modo, a redução das despesas com a saúde pública canarinha.

Ademais, a ilusória busca pela satisfação individual, ocasionada pelo ideário de consumo exacerbado, promove o descarte de vários recursos produzidos pela indústria. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu estudo sobre a modernidade líquida, afirma que " vivemos tempos maleáveis, nada é para durar". Seguindo esse pressuposto, percebe-se que o autor retrata os imbróglios tangentes ao emocional humano que necessita continuamente de novos produtos, de modo a ter uma aparente sensação de prazer que, acaba por produzir mais lixo. Para incentivar a prática do consumismo, as empresas utilizando dos meios de comunicação, por intermédio de fortes propagandas persuasivas.

Mediante o elencado, é visto a indispensabilidade de ações que visem eliminar corretamente os resíduos. Logo, cabe ao Estado destinar o lixo urbano para zonas de reciclagem, mediante a contratação de pessoas que realizem a separação e o translado dos dejetos até essas áreas adequadas, com o objetivo de diminuir-lo nas cidades, para que a qualidade de vida da população seja mantida. Por fim, é dever das Escolas debater a respeito do consumismo, por meio de palestras e aulas interativas que tenham o intuito de explicar as causas e efeitos maléficos da busca desenfreada por bens,  para que a sociedade torne-se mais crítica do atual cenário. Dessa maneira, será possível garantir o desenvolvimento social.