O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 05/10/2019

Durante a Guerra Fria, os ideais capitalistas começaram a serem disseminados, bem como o consumismo. Moldado de acordo com as dinâmicas sociais de cada período, o modelo consumista perpassou décadas e, hodiernamente, caracteriza-se como sendo um problema, não apenas para os indivíduos como também para o planeta.

Com o avanço da tecnologia e o advento da internet, a sociedade contemporânea tornou-se a que mais consome. O dinamismo das relações comerciais, com o uso de aplicativos e pagamentos via “smartphones”, aliado ao marketing e às propagandas que pregam o consumo hedonista, gera nos indivíduos a sensação passageira de prazer ao consumir, o que faz com que anseie adquirir produtos dos quais, muitas vezes, não necessitam. Por conseguinte, todo este panorama dispende recursos naturais e gera resíduos.

Outrossim, a obsolescência programada, manobra que encurta a vida útil dos produtos para que o cliente consume de novo em um tempo menor, faz com que artefatos bons sejam descartados, gerando ainda mais detritos. Ademais, a sociedade, em sua maioria, não é sustentável. A cultura de massa não inclui a sustentabilidade como pauta importante. Medidas como a substituição de produtos feitos de plástico por embalagens biodegradáveis, reciclagem e coleta seletiva do lixo não são encorajadas como deveriam.

Portanto, medidas necessitam ser tomadas para amenizar o problema. O Ministério do Meio Ambiente, em parceria com Ong’s e com meios de comunicação em massa deve criar campanhas para conscientização acerca do consumo sustentável e criar um dia nacional do consumo sustentável, com o fito de imbuir nas pessoas um sentimento de sustentabilidade e fomentar debates. Além disso, o Governo Federal deve criar leis que beneficiem empresas que tomam medidas ecossustentáveis, como a diminuição de impostos e taxas para tais. Assim, rumaremos a um futuro mais limpo, com menos produção de lixo.