O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 07/10/2019

A animação “Wall-E”, da Pixar, mostra ao espectador um futuro onde a Terra foi dominada pelo lixo, tornando-a inabitável para qualquer ser vivo devido a falta de recursos e oxigênio. O mundo real, entretanto, não se encontra tão distante da ficção, já que o lixo e a sociedade de consumo, principalmente em países como o Brasil, se tornou algo preocupante. Sendo assim, suas consequências devem ser discutidas para que medidas sejam tomadas.

Em primeiro lugar, é inegável que, após o início das Revoluções Industriais, a população se tornou uma grande produtora de lixo e estes, se descartados de forma inadequada, contribuem para a poluição de mares, rios e outros ambientes. Além disso, animais e plantas também são afetados de forma negativa.

Outro fator agravante é que, com o avanço de uma Revolução Tecnológica, a sociedade consumista cresce, comprando e descartando cada vez mais computadores e outros aparelhos, o que faz com que quantidade de lixos eletrônicos aumente. Entretanto, o descarte de tais materiais não é tão simples, podendo causar superlotação em lixões e a contaminação do ar e do solo. Consequentemente a população pode ser atingida por doenças respiratórias e outras patologias.

Portanto, é importante que, não só órgãos públicos, mas também toda a sociedade trabalhe em conjunto, criando ações obrigatórias, como coletas seletivas, para que materiais possam ser reciclados e utilizados de maneiras diferentes. Além disso, fabricantes de aparelhos tecnológicos devem disponibilizar locais acessíveis para coleta de lixo eletrônico e criar formas de reutiliza-los sem prejudicar o meio ambiente. O Ministério da Educação também pode criar campanhas para ensinar aos cidadãos a forma correta de descartar o próprio lixo, fazendo com que a ameaça seja cada vez menor e situações como as de “Wall-E” não venham a acontecer.