O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 07/10/2019

A partir da Revolução Industrial a quantidade de poluentes aumentou expressivamente devido a produção em massa. Entretanto, os prejuízos advindos disso foram descobertos há poucas décadas favorecendo à falta de informação em relação ao consumismo e o lixo no Brasil.

De acordo com o filósofo Bauman, na sociedade do consumo, os sujeitos tornam-se mercadorias vendáveis e para isso a ostentação faz-se necessária para o indivíduo sobressair nesse âmbito, por meio de obtenção de inúmeros produtos, que em contato com as redes sociais promove ciclo de consumidores. Nesse sentido, produtos não bio-degradáveis são usados com frequência, além do acumulo do lixo e a desinformação no descarte adequado dos utensílios.

Outrossim, conforme o pensamento de Adorno e Hockeimer de que o homem usufrui da natureza de acordo com seus próprios interesses, a prática da obsolescência programada, na qual consiste em diminuir a validade da mercadoria, principalmente de produtos eletrônicos que por conter metais pesados gera lixo tóxico, aumenta o consumo e a demanda gerando mais lixo. Essa prática permite a contaminação do solo e maior quantidade de gases estufa, afetando à saude da população e a natureza.

Portanto, para que o prejuízo seja atenuado, é importante que empresas sejam orientadas, por intermédio da diminuição de impostos pelo Poder Público, a usar de maneira ambiental a obsolêscencia programada de forma a diminuir o lixo tóxico determinando uma validade maior para os produtos. Ademais, o Ministério da Educação em conjunto com as escolas ampliar a grade curricular introduzindo educação ambiental nas aulas, através de palestras e atividades práticas de incentivo a reutilização de utensílios de forma responsável e de refletir sobre a forma de consumo adequada.