O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 07/10/2019
O filme Wall-e, criado pela Disney, mostra que o planeta terra era inabitável aos seres humanos devido o acúmulo de lixo no planeta. Fazendo uma relação entra o filme e a realidade, o Brasil tem tido semelhanças quanto ao descarte inapropriado dos resíduos gerados. Por isso, é pertinente questionar as causas, consequências e possíveis intervenções para o impasse.
Primeiramente, antes da crise de 29, os EUA influenciaram o mundo com o ‘‘American Way of Life’’, no qual a sociedade era incentivada a consumir de forma exagerada. Essa mentalidade é refletida até hoje no Brasil, como mostra a pesquisa do Instituto Akatu, em que 76% dos Brasileiros não consomem de forma consciente. Outrossim, o grande marketing por parte das empresas e da mídia intensifica o consumismo da sociedade.
Com isso, o descaso por parte do governo e os maus hábitos da população, quanto ao descarte, criam um grande número de lixões no país, conforme mostra a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública, no qual existem 3000 lixões ativos no Brasil. Tendo em vista que o lixo ao céu aberto não tem nenhum tratamento adequado, acaba criando condições favoráveis para a proliferação de vetores de doenças como leptospirose e peste bubônica, além de contaminar o solo e a água, o que compromete a saúde a população próxima ao local.
Por conseguinte, é necessário que o Governo consiga conscientizar a população e destinar o lixo para lugares adequados. Destarte, o Ministério do Meio Ambiente aplicar e fiscalizar apropriadamente a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, criado em 2014, que visa desativar lixões e os transferir para os aterros sanitários. Ademais, o Ministério da Cultura deve cria palestras educativas, com a participação de sociólogos e ONGs, levando temas como as consequências que o consumo exagerado traz a sociedade, sendo que será transmitido nas mídias do Governo como NBR e Vós do Brasil a fim de minimizar o impasse.