O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 20/10/2019

No filme “Wall-E”, desenvolvido pela Pixar, o planeta Terra está cheio de resíduos, fruto das ações humanas. Infelizmente, tais atitudes ainda estão presentes, sobretudo no Brasil, ou seja, a cultura nacional de consumo aumenta a produção de lixo. Tal problemática deve-se por dois fatores: o interesse econômico pela venda de produtos a curto prazo, e, consequentemente, a publicidade, que convence o espectador a comprar de forma desenfreada. Nesse sentido, pretende-se abordar as principais causas, consequências e possível solução para a questão identificada.

Em primeiro lugar, é importante destacar o interesse do mercado por produtos não duráveis, pois a empresa vende mais e, como resultado, obtém mais lucro. Para corroborar com isso, pode-se citar o que aconteceu com a lâmpada incandescente e a fluorescente. Apesar de esta ser mais duradoura e mais eficiente, aquela continuou presente na casa de diversos brasileiros até o governo tornar sua venda proibida. Desse modo, companhias que ofertam bens de curto prazo tendem a prosperar.

Além disso, por conseguinte, há uma predominância de propagandas de produtos pouco duráveis. Tal fato gera, segundo Bourdieu, filósofo francês do século XX que dizia “a televisão é um importante formador de cabeças”, mudanças no ideal popular. Isso, por sua vez, aumenta ainda mais o consumo de produtos de curto prazo, o que é inadmissível.

Conclui-se, então, a importância da mídia e do mercado na geração de lixo. Portanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e o da Economia podem incentivar propagandas de produtos que durem mais de cinco anos. Para viabilizar isso, deve-se dar auxílio monetário, de acordo com o tamanho da empresa, para a criação de publicidade que não só promova a companhia, mas também, obrigatoriamente, insinue a diminuição do consumo. Caso isto não aconteça, a verba é perdida. Dessa forma, espera-se uma mudança na mentalidade das pessoas e o apaziguamento da produção de resíduos, assim, diferentemente do “Wall-E”, não sendo necessário desertar a Terra.