O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 14/10/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à qualidade de vida e ao bem-estar social. Conquanto, o consumo no Brasil impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no consumismo desenfreado. De acordo com Roseli Bregantin Barbosa do blog Feminaria, o cidadão se vê perdido, sem saber, ao certo, quem é a pessoa em quem depositou seu voto. Diante do exposto, nota-se que o poder se encontra concentrado no mercado, e que o protagonista do mercado é o consumidor.

Faz-se mister, ainda, salientar a falta de reciclagem como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida’ vivida no século XXI. Diante de tal contexto, verifica-se também um grande número de programas desenvolvidos por iniciativa da sociedade civil, em escolas e empresas, apresentam maior chance de continuidade, pois não estão vinculados a interesses políticos.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem à construção de um mundo melhor. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente através de campanhas publicitárias que estimulem a reciclagem, potencializando esses programas já existentes. Dessa forma, o Brasil poderia superar o consumismo desenfreado.