O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 16/10/2019

A partir dos anos 50, o Brasil teve um grande impulso na industrialização e consequentemente o consumo expandiu. Com mais pessoas comprando e descartando, gerou-se um aumento na quantidade de lixo produzida. Com produtos de durabilidade e utilização limitada, rotineiramente vemos o descarte do lixo em locais inapropriados, além de lixões a céu aberto. São problemas que afetam drasticamente o meio ambiente e a população, precisando ser resolvidos com urgência.

Conforme o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, a central de comando do cérebro é a vontade. É ela que leva o homem a desejar, consumir, saciar, desejar de novo e assim indefinidamente. Em contrapartida, na sociedade capitalista há uma necessidade de vender e comprar cada vez mais. Empresas estimulam o consumo excessivo, o que consequentemente gera um número de descartes elevado e, muitas vezes, de maneira errônea.

Por conseguinte, a cada ano, oito milhões de toneladas de lixo vão parar nos oceanos, levando, em média, 100 mil animais marinhos à morte, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, os lixões a céu aberto ainda são um grave problema, visto que o chorume - líquido poluente formado a partir da decomposição do lixo - atravessa o lençol freático e destrói o solo, ainda podendo causar doenças à pessoas que ganham a vida recolhendo esse lixo.

Logo, o Ministério do Meio Ambiente aliado à ONGs ambientais, deve criar campanhas que estimulem a população a reutilizar seus produtos por meio da reciclagem, visando menores descartes. Se faz necessário ainda, que os lixões sejam erradicados, começando em acordos com empresas preocupadas com o pós consumo, na qual os resíduos sólidos voltam à cadeia produtiva. As ONGs devem auxiliar e prestar assistência às famílias que vivem de recolher tal lixo, para que o fim dos lixões não as prejudique.