O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 17/10/2019
No filme “Wall-E”, da Disney, é mostrado um futuro distópico em que o lixo humano dominou todo o globo terrestre e impossibilitou a vida humana, a qual passou a se estabelecer em uma espaçonave. Apesar de ser uma ficção, o filme dialoga muito bem com a situação de vida atual, na qual há uma série de problemáticas relacionadas não só ao incentivo ao consumo na sociedade, mas ao lixo produzido e suas consequências para o planeta, necessitando-se de medidas para atenuar os entraves.
Primeiramente, é importante destacar que a sociedade brasileira é estimulada diariamente ao consumo. Quanto a essa questão, de acordo com o site Economia, da Uol, houve um investimento de mais de 16 bilhões de reais em publicidade no Brasil. Nesse sentido, os cidadãos são bombardeados com propagandas que os estimulam a comprarem desenfreadamente, mesmo que não necessitem. Como exemplo disso, citam-se as propagandas de celulares e automóveis, as quais oferecem, todos os anos, novos modelos de produtos, ligeiramente melhores que os anteriores, mas que não justificam a troca.
Como consequência disso, há uma maior produção de lixo e impactos ambientais. A respeito disso, segundo dados do site G1, a sociedade brasileira produz milhares de toneladas de lixo por dia. Nesse âmbito, uma boa parte desses rejeitos vão parar em lixões a céu aberto, nos quais metais pesados dos componentes eletrônicos e outras substâncias acabam por se infiltrarem no solo ou são transportados pela água da chuva, podendo serem incorporados por diversos animais e se espalhar pela cadeia alimentar, processo conhecido como magnificação trófica. Desse modo, o consumo exacerbado tem íntima relação com a produção de lixo e seus impactos ambientais.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar a problemática exposta. Para tanto, faz-se necessário que o Ministério do Meio Ambiente crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais e na televisão que advirtam a população sobre os perigos do consumismo e do lixo. Nessa ótica, elas devem sugerir ao interlocutor criar hábitos de separação seletiva dos resíduos domésticos e encaminhá-los devidamente à reciclagem, além de incentivarem o consumo consciente, no qual se deve comprar apenas o necessário. Somente assim, será possível combater eficazmente o problema e impedir que, assim como ocorreu em “Wall-e”, a sociedade precise de uma nova casa.