O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 18/10/2019
“O ser humano não teria alcançado as problemáticas do lixo aliado à sociedade de consumo no país se, repetidas vezes, não tivesse tentado os direitos de preservação do meio ambiente”. Com essas palavras, Max Weber, sociólogo alemão, afirma que a preservação do meio ambiente, mas também, posteriormente à quebra de paradigmas, é necessária a insistência, por parte de um grupo social, na tentativa da sociedade observar, por outro ângulo, os benefícios de reduzir o consumo de bens materiais que propiciam o aumento de lixo pelos integrantes dessa mesma sociedade.
Primeiramente, cabe destacar que o dever de reduzir o consumo de bens materiais que propiciam o aumento de lixo, de modo que possibilite a reeducação dos hábitos de consumo das pessoas aliado à preservação do meio ambiente tais como, por exemplo, consumir apenas o necessário para que não haja o desperdício e permanecer com o mesmo bem material por longo tempo, está assegurado não só pelos Direitos Humanos, mas também pela Constituição do Brasil. Acerca dessa premissa, no entanto, os pilares de uma república são deixados de lado a partir do momento em que há carência de pessoas comprometidas em cooperar com a redução do lixo devido ao cotidiano agitado, o qual propicia a carência de tempo para que o brasileiro seja reeducado aos hábitos de consumo sustentáveis.
Paradoxalmente, o ser humano, o qual é considerado como um ser racional, está inserido em uma dicotomia: ao mesmo tempo em que está à procura de desenvolver a saúde humana por meio de vacinas e remédios, contudo, deixa a desejar no que se refere à redução do lixo por meio de hábitos de consumo sustentáveis para que a saúde humana seja preservada em condições estáveis, haja vista que segundo Roseli Bregantin Barbosa, o aumento de lixo propiciado pelo consumo desnecessário de bens materiais na sociedade debilitou a saúde humana devido às condições ambientais instáveis.
Portanto, o lixo e a sociedade de consumo devem ser combatidos com a iniciativa do Ministério da Saúde, em parceria com as escolas municipais, psicólogos e o Ministério da Educação, em realizar a implementação de debates socioeducativos, por meio de palestras, a respeito dos malefícios do aumento de lixo à saúde humana resultados da carência de hábitos de consumo sustentáveis. Além disso, é necessária a propagação de folhetins relacionados aos métodos de reeducação dos hábitos de consumo aliado à preservação do meio ambiente para que possa haver um trabalho de transformação na mentalidade dos brasileiros em relação ao lixo produzido pelo consumismo desnecessário de bens materiais em excesso para que seja reduzido as problemáticas do lixo aliado à sociedade de consumo, de modo que aqueles projetos seriam reimplementados anualmente para torná-los uma prática cotidiana nas escolas brasileiras.