O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 19/10/2019

Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é características da “modernidade líquida” vivida no século XX. Hodiernamente, o conceito continua, a medida que o Brasil admite tal teoria quando na prática, observamos o consumismo exacerbado atingido diretamente o meio ambiente, tal quadro resulta da displicência governamental, quanto do desconhecimento social. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Nesse contexto, é crucial pontuar que os impasses apresentados no meio ambiente refere-se da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne-se a criação de mecanismos que parem tais recorrências. Durante o seculo XX, a constituição federal, formulou a politica ambiental brasileira, dividindo entre o governo e a sociedade a responsabilidade pela sua preservação. Devido á falta de atuação da corporação, resultam na má infraestrutura e gestão sobre as demandas impostas para a proteção do meio ambiente. Desse modo, o ecossistema é posto á margem do descaso e precisa conviver com condições que ferem a sua integridade, como o excesso de assoreamento, queimadas e desmatamento. Por indução, de acordo com dados do IBGE, o corpo social também sofre, ocasionado ao surgimento de doenças. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Ademais, é essencial ressaltar a insciência do tecido social como promotor do problema. Segundo o pensamento Ratzeliano, o homem é fruto do meio em que está inserido. Portanto, seguindo esse pressuposto, o consumismo descontrolado, sem viés ambiental, contribui para a perpetuação desse quadro danoso, oque acarreta, a médio e longo prazo, de acordo com dados da IBGE, empecilhos que voltam a sociedade, como inundações, infestações de roedores, poluição do ar e retorno de doenças erradicadas. Tudo isso retarda a resolução dos empecilhos, já que o descaso social, contribui para esse panorama deletério.

Urge, portanto, que o maus hábitos na sociedade, alem da falta governamental deixe de ser realidade. Cabe ao ministro da educação e cultura ( MEC ) implementar em parcerias com emissoras de televisão, palestras municipais em todo o Brasil, incluindo territórios de difícil acesso, como das áreas indígenas, conteúdos diversificados sobre o meio ambiente em relação ao tratamento e prevenção de tal, com o intuito de elucidar a população a gravidade da pratica descontrolada de consumo para o planeta e si próprio. Alem disso, e preciso a preparação estatal para a criação de uma plataforma online para a sociedade em que objetificara informações sobre a localidade e o tempo que o lixo persiste, assim, teria uma ordem de grandeza, e com isso, a coleta seletiva seria inovada e conseguinte mais produtiva.