O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 21/10/2019

O documentário “Ilha das Flores” representa a realidade de uma ilha no Brasil que é tratada como reservatório de lixo. As pessoas que habitam nela correm riscos a diversas doenças, pois a terra é contaminada e os únicos animais que vivem lá são os porcos. Dessa forma, tal cenário traz a necessidade de analisar as consequências do consumismo e acúmulo de lixo na vida do oceano e na fauna e flora terrestre.

A priori, deve-se pontuar que o consumo exacerbado de produtos é a principal causa o excesso de resíduos, que acabam prejudicando o meio ambiente. Consoante o documentário “The story of stuff”, o ser humano produz tanto lixo que seria necessário quatro planetas Terra para suportar a quantidade de recursos que ele explora. Além do mais, as pessoas são responsáveis pela destruição de inúmeros ecossistemas e poluem por meio de lixo radioativo, resíduos mal descartados e excesso de gases poluentes no ar. Por isso, é preciso diminuir o exagero do consumismo para que as próximas gerações não enfrentem uma crise ambiental grave e com danos irreparáveis.

Ademais, o mar também é uma vítima do despejo de detritos humanos, o que põe em risco a vida das espécies marinhas, e futuramente do próprio ser humano. De acordo com reportagem da Revista Galileu, certas regiões do oceano Pacífico possuem um acúmulo equivalente a 80 toneladas de lixo, principalmente plástico, formando verdadeiras “ilhas de lixo”. Além disso, a mesma revista revelou que a Austrália passa pelo branqueamento de sua barreira de corais. Em virtude de tais acontecimentos, a qualidade do ar é imediatamente afetada, pois a maior parte o oxigênio produzido é por meio da fotossíntese das algas. Assim, as pessoas prejudicam não apenas o ambiente marinho, mas também a si mesmas.

Logo, para atenuar os problemas, o Governo e a Mídia devem mobilizar a população por meio de campanhas que visem sensibilizar a sociedade acerca da situação atual do planeta. Esta ação precisa investir na conscientização do povo e do ensinamento de hábitos ecologicamente corretos, como a reciclagem e reutilização, com objetivo de reduzir o consumismo. Ainda, é imprescindível investir em empresas e pesquisas com objetivo de produzir materiais biodegradáveis com grande quantidade e acessibilidade. Também, é função dos agentes supracitados estimular a prática destas medidas, como por meio de leis, bem como o reparo das áreas danificadas, que é o caso das águas e do solo. Assim, o Brasil poderá ficar em harmonia com a natureza, proporcionar o equilíbrio da população e evitar casos como os de “Ilha das flores”.