O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 21/10/2019
Observar as necessidades básicas do cotidiano como alimentar-se (café, almoço, janta), hidratar-se (água, suco, refrigerante, etc.), vestir-se, transporte, entre outros, facilita a compreensão da alarmante quantia de mais de 11 mil toneladas de lixo no Brasil no último ano, segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), mas o que preocupa ainda mais é a quantia de apenas 1,28% desse lixo reciclado, fato reforçado pela matéria do G1 (Globo) que informa 76% dos brasileiros não praticam consumo consciente, agravando o problema da catalização dos danos ao meio ambiente.
Dessa forma, com a globalização, a era digital, rotinas cada vez mais aceleradas, a sociedade acentuou suas tendencias a hábitos de comidas rápidas, produtos fracionados e de fácil acesso, isso não é ruim, no entanto, o problema está no uso exacerbado de embalagens e materiais não reutilizáveis.
Assim, a ONU considera a poluição plástica o grande desafio do século, o consumo consciente pode ser uma solução razoável, evitar ao máximo o uso de materiais de difícil decomposição e quando não for possível, atentar para sua destinação adequada (reciclagem).
Percebe-se também, que grande parte dos brasileiros possuem consciência dessa problemática, porém, não tomam atitudes para mudança do quadro atual, onde se esse ritmo de produção e descarte de plásticos que há hoje continuar, até 2050 poderá haver mais plásticos do que peixes no mar, conforme Caroline Ligório.
Portanto, para melhorar o atual cenário dano ao meio ambiente, necessitará da atuação conjunta dos setores públicos, privado, indústria de reciclagem e consumidor final, exigindo início o mais breve possível, no qual, ações serão respectivamente de legislações e produções com foco no desenvolvimento sustentável, aumento das iniciativas e instituições de reciclagens e por fim, consumo consciente da população, para possibilitar condições ambientais mínimas das gerações futuras.