O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 24/10/2019
Desde 2014, foi validado a lei que prevê multa, para quem não fizer corretamente o descarte de resíduos. No entanto, o que se observa na realidade é o oposto já que 71% da população ainda não fazem, de acordo com a rede de engenharia ambiental AmbScience, sendo assim a sociedade consumista dificulta a concretização da digna coleta de lixo. Esse cenário é fruto tanto do modo de vida, quanto da cultura brasileira. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Primordialmente, é essencial pontuar que a problemática entre o lixo e a sociedade, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no qual se refere à criação de mecanismos que solucionem tais ocorrências. Certamente, a sociedade brasileira tem optado cada vez mais pelas facilidades no dia a dia o que resultou no maior consumo de alimentos processados acompanhados de embalagens plásticas com o descarte incorreto no final do uso. Devido à falta de atuação educacionais das autoridades, o modo de vida com grande uso de lixos não recicláveis sequela o destino indigno e torna esse problema ambiental à cada dia mais grave. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é contudente ressaltar que a cultura é a maior promotora do problema. De acordo com a pesquisa realizada em 2010, sobre saneamento ambiental do Instituto Brasileiro de Geogragia e Estatística, 40% dos municípios depositam seus resíduos em lixões comuns, onde não há nenhum tratamento. Partindo desse pressuposto, a população não apresenta uma cultura de interesse no destino de seus lixos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a cultura de não preservação do lixo contribui para perpetuação desse quadro.
Assim, medidas factíveis são necessárias para conter o avanço da problématica na sociedade brasileira. Dessa forma, com o intuito de atenuar a relação lixo e sociedade, necessita-se , urgentemente, que o Tribunal de contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo, será revertido em implantar coleta seletiva nos municípios e distribuição de cartilhas sobre lixo nas casas, para que os cidadãos saibam a maneira correta de separação. Desse modo, aplacara em médio e longo prazo, o impacto nocivo do lixo e alcançará uma socidade consciente.