O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 20/10/2019
Consciência ao consumir
A população mundial, assim como a brasileira, cresce cada vez mais, de forma que este aumento populacional reflita diretamente no consumo e seu lixo gerado por tais indivíduos. Um fator importante e, muitas vezes, menosprezado é a noção de responsabilidade em relação ao consumo, visto que, quando feito de forma desenfreada gera consequências irremediáveis e negativas ao meio ambiente, sendo imprescindível repensar sobre tais atitudes.
Primeiramente, deve-se, mais do que nunca, ter bem claro a ideia de que mesmo quando recolhido o lixo gerado não desaparece, ele segue no planeta e consequências existirão. Sabe-se que para que seja possível a existência dos seres humanos da forma que se conhece, é inevitável a produção de lixo, entretanto esse senso de responsabilidade deve ser desenvolvido tanto nas escolas quanto nas famílias, mostrando o ciclo dos dejetos de forma explícita desde a infância. Assim sendo, políticas públicas como coleta seletiva e reciclagem são primordiais, pois fazem esse lixo voltar para a sociedade com outras funções, a coleta seletiva torna-se muito importante, porque com a separação dos tipos de materiais se pode selecionar o que volta para a terra como adubo, por exemplo, e materiais que são, posteriormente reutilizados, como vidros e plásticos.
Além de ter consciência e realizar a coleta seletiva, é muito importante que os indivíduos sejam capazes de ponderar o que realmente se faz necessário nas suas vidas. Vive-se numa sociedade enlouquecida pelo consumo, na qual o capitalismo faz acreditar que sempre se precisa de mais, desenvolvendo constantemente novas necessidade. Tendo em mente o impacto negativo que esse consumo gera no meio ambiente algumas iniciativas mostram que mudar é possível, e consumir menos e melhor também, como por exemplo, o primeiro supermercado sem embalagens, que surgiu em Berlim, no início dos anos 2010, no qual os clientes levam seus recipientes de vidro ou papelão para armazenar os produtos escolhidos, alimentos a granel majoritariamente, provando a possibilidade de um consumo mais consciente. Tem-se também muitas redes de supermercado que não disponibilizam sacolas plásticas, evitando o desperdício desse material.
Portanto, os indivíduos devem começar a refletir sobre o impacto de seu consumos de roupas, alimentos ou embalagens, além de políticas públicas serem essenciais, como a coleta seletiva municipal, possibilitando a reciclagem do lixo. Seria interessante, no Brasil, o estímulo de comércios mais conscientes, tanto na venda de roupas de segunda mão quanto de estabelecimentos que reduzam a utilização de plásticos, sendo assim fica claro que mudar é possível.