O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 24/10/2019
Diariamente nas televisões, na internet e em outdoors, a sociedade é incentivada a comprar. Entretanto, o cenário visto pela quantidade de lixo produzido diariamente, por uma falsa necessidade de consumo no Brasil, é de iniquidade. Isso acontece não apenas por uma falta de conscientização a cerca do consumismo exagerado, mas também por não existir uma separação adequada de lixo nas residencias. Nesse contexto, evidencia-se que medidas devem ser tomadas para resolver essa problemática.
Hodiernamente, o incentivo a adquirir muitas vezes algo que já tem ou que pode ser reaproveitado, é uma realidade. Porém, a questão do reaproveitamento e a quantidade de lixo que o consumismo exacerbado produz, não é colocada em pauta na mesma intensidade que o marketing de produtos, no qual o único objetivo é vender cada vez mais. Se essa questão fosse mais mencionada, muitas pessoas iriam questionar suas reais necessidades.
Paralelo a isso, uma pesquisa feita pela Folha de S. Paulo diz que 25 mil toneladas de lixo é produzido todos os dias na capital paulista. Esse detrito acumulado é levado para onde as pessoas não conseguem ver, e consequentemente, também não conseguem perceber o impacto negativo que causa. Dito isso, é necessário reconhecer que uma única atitude, como separar o que é reciclável antes da coleta, poderia contribuir muito para a redução de lixo e, ademais, iria reaproveitar o que seria descartado no aterro sanitário.
Diante disso, é preciso que ações sejam feitas para resolver essa iniquidade. É preciso que o Ministério do Meio Ambiente invista em campanhas governamentais nas quais os temas reaproveitamento e consumismo exagerado tenham mais destaque. Além disso, é necessário que o poder legislativo crie uma lei na qual seja obrigatório a separação de lixo reciclável nas residencias. Dessa forma, a quantidade de detritos produzidos diariamente poderá diminuir.