O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 21/10/2019

No prelúdio da contemporaneidade, o lixo e a sociedade de consumo brasileira tem sido um grande obstáculo para o avanço da reciclagem no Brasil. De um lado, a população que consome exageradamente produtos e não faz o descarte correto encontra-se como problema principal. Do outro, as consequências geradas na natureza devido ao lixo.

Primeiramente, é relevante abordar que com a Revolução Industrial e o avanço da mídia o brasileiro como qualquer outro ser humano desenvolveu-se a necessidade de satisfazer seus desejos, a maioria deles materiais que resultarão em uma compra. Consequentemente, no consumo de tal. Nessa perspectiva, leva a crer que as pessoas precisam de algo que não se faz necessário na vida. Que comumente pela cultura brasileira de não fazer o descarte corretamente, resulta no final, em lixo.

Ademais, vale ressaltar que a sociedade brasileira produz por ano cerca de 11,3 milhões de lixo por ano por conta do consumo, sendo que menos de 2% é reciclável, o que o torna em 4° lugar do ranking mundial de produção de lixo no mundo, algo que é preocupante por ter mais de 98% tendo sua finalidade de forma incorreta, fazendo como o seu principal alvo a natureza. No entanto, o que torna preocupante o futuro da humanidade em virtude dos micros e nanos plásticos que afetam os ecossistemas e as mortes dos animais e plantas pelos mesmo. Tornando um ciclo que não tem fim.

Em virtude dos fatos mencionados, fica claro a necessidade de políticas públicas ambientais para conscientizar a população Brasileira a descartar o seu lixo de forma correta. Portanto, cabe a mídia fazer o controle da publicidade passada em redes sociais, televisão e rádios. Para que as pessoas não acreditem que é preciso comprar algo que realmente não se faz necessário. Logo, como consequência o descarte de produtos diminuiria, de modo que reduziria o lixo. Mas para maior eficácia, se torna indispensável a intervenção do Ministério do Meio Ambiente com o objetivo de tornar obrigatório as indústrias a fazerem a separação de resíduos sólidos. Assim, o Brasil se tornaria um país menos consumista e mais sustentável.