O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 24/10/2019

No filme “Wall-E”, observa-se, em um futuro próximo, um mundo soterrado no lixo, tornando-o inabitável. Logo, forçando a população mundial sair do planeta e morar em uma espaçonave. Porém, fora do contexto ficcional, essa realidade está cada vez mais próxima. Diante disso, é importante discutir a origem do consumismo exacerbado e como o Brasil pode contornar essa problemática.

Em primeiro lugar, é válido apontar que o capitalismo é um dos motivos pela aquisição e o descarte de produtos de forma excessiva. De fato, uma das bases desse processo foi por meio da Revolução Industrial. Esse evento, por sua vez, trouxe uma produção, transporte e uma venda em massa. Ou seja, além de uma maior quantidade de produtos sendo feitos, também facilitou-se a forma adquiri-los. Outrossim, já no século XXI, devido ao avanço tecnológico, novas mercadorias são desenvolvidas, deixando as anteriores obsoletas e por consequência, descartando-as. Infelizmente, o Brasil não acompanhou a quantidade de resíduos que são jogados no lixo, os quais formam lixões à céu aberto.

Por outro lado, mudanças na forma com que o brasileiro trata o lixo deve vir por meio de uma mentalidade diferente e artigos mais sustentáveis. Por isso, medidas feitas por algumas cidades como São Paulo, as quais proibiram o uso de canudos plásticos pode ajudar a diminuir esse resíduo, mas não é o suficiente. Por esse motivo, como aponta o Jornal da USP, seus pesquisadores desenvolveram uma embalagem biodegradável feita com matéria-prima de origem vegetal. Sob o mesmo ponto de vista, com a conscientização da população com o uso dos 5 R’s (reutilizar, reciclar, recusar, reduzir e repensar), um consumo mais inteligente pode ser feito. Desse modo, com materiais mais bem quistos pelo meio-ambiente e com uma mudança na mentalidade do brasileiro, o país pode se tornar um exemplo.

É evidente, portanto, a necessidade da atenuação dos impactos negativos que decorre da sociedade do consumo. Assim, é preciso, como aponta o filósofo Arne Naess, “pensar como uma montanha”, isto é pensar em uma necessidade a longo prazo do meio ambiente como um todo. Desta forma, o Ministério do Meio Ambiente, juntamente com o Ministério da Educação, deve promover palestras nas escolas públicas. Essas, serão ministradas por geógrafos e pesquisadores que trabalham diretamente com o tema ambiental, com o objetivo de ensinar e orientar o futuro do país a diminuir a forma como consume ou até recusar produtos que agridem o planeta. Desse modo, um futuro próspero e sustentável pode se sobressair no lugar do distópico filme “Wall-E”.